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Este eixo dedica-se a analisar a projeção do Brasil na emergente geoeconomia verde, mapeando a evolução dos debates institucionais nos níveis estaduais e federal sobre a prospecção e gestão de minerais críticos e terras raras. À medida que a demanda global por tecnologias de baixo carbono se intensifica, o país mobiliza seus arranjos regulatórios governamentais e corporativos para capitalizar sua vasta dotação geológica. A pesquisa investiga como as recentes formulações de políticas públicas buscam equilibrar a atração de investimentos estrangeiros com a necessidade de estruturação de cadeias produtivas locais, visando garantir que a transição energética resulte em efetiva agregação de valor nacional, e não na mera exportação de commodities primárias.

No âmbito da política externa, a governança desses recursos reconfigura a diplomacia econômica brasileira frente às grandes potências. O projeto examina as estratégias de inserção do país na nova arquitetura da segurança energética global, com especial atenção ao gerenciamento e mitigação de dependências assimétricas Norte-Sul. Avalia-se como o Brasil navega neste cenário de alta demanda, negociando e estruturando parcerias estratégicas simultâneas com a União Europeia (atraída pela segurança de suprimento) e com a China (líder no processamento), buscando alavancar cooperação, financiamento e transferência tecnológica em um sistema internacional marcado pela competição por fornecedores confiáveis.

Por fim, o estudo debruça-se sobre a materialidade da governança institucional nas fronteiras de recursos. A expansão da exploração de minerais estratégicos exige uma gestão rigorosa da soberania territorial, especialmente em zonas geopoliticamente sensíveis e ricas em recursos naturais, como o arco norte sul-americano e a região amazônica, onde o nexo energia-segurança interage com complexas dinâmicas transfronteiriças, de infraestrutura e de fiscalização. O grupo analisa os desafios do Estado na consolidação de marcos regulatórios robustos que assegurem o controle institucional do território, promovendo um desenvolvimento que integre segurança nacional, responsabilidade ambiental e estabilidade nas cadeias de suprimento globais.

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